Sobre este produto
Livro Fazendo Teologia De Olho Na Criança | Valdir Steuernagel - Editora Mundo Cristão
Encontro esperança quando a vida não sai como o esperado.
Sua vida não é como você sonhou? Você não está sozinho. A vida apresenta desvios inesperados, para os quais é difícil estar preparado. Num instante, tudo que era não é mais, planos são desfeitos e uma nova e desafiadora realidade se apresenta. De repente, nos damos conta de que nunca tivemos o controle que pensávamos ter.
Se você está experimentando esse desconforto e frustração com os caminhos que sua vida tomou, esta obra pode ser um instrumento capaz de ajudar você a recuperar a esperança e a confiança de que tanto precisa.
Valendo-se de sua longa experiência no lidar com pessoas e de seu amplo conhecimento das Escrituras, Charles Swindoll apresenta histórias e lições de vida sobre como enfrentar o inesperado, mantendo o foco naquele que é o Eterno.
E se? Deus tiver outros planos? Pode ser lido individualmente ou em grupo e conta com um guia de discussão que potencializará o entendimento sobre como Deus pode ser seu socorro em meio a uma fase turbulenta da vida.
Caracteristicas do Livro Fazendo Teologia De Olho Na Criança | Valdir Steuernagel - Editora Mundo Cristão
| Título: | Fazendo Teologia |
| Subtítulo: | De olho na criança |
| Autor(es): | Valdir Steuernagel |
| Ano de Edição: | 1ª edição (13 março 2023) |
| Capa: | Brochura |
| Acabamento: | Laminação |
| Miolo: | Papel Pólen Natural |
| Páginas: | 224 |
| Dimensões: | Altura: 20,5 cm Largura: 13,5 cm Profundidade: 1,0 cm |
| Peso: | 0,250 kg |
| ISBN: | 9786559881963 |
| Editora: | Mundo Cristão |
Detalhes do Livro Fazendo Teologia De Olho Na Criança | Valdir Steuernagel - Editora Mundo Cristão
Sobre o Autor do Livro Fazendo Teologia De Olho Na Criança | Valdir Steuernagel - Editora Mundo Cristão
Valdir Steuernagel atua junto à Visão Mundial (World Vision) desde 1989, tendo presidido os conselhos nacional e internacional da organização. Hoje é embaixador da Visão Mundial Brasil, da Aliança Cristã Evangélica Brasileira e colunista da revista Ultimato. É pastor luterano com mestrado e PhD pela Lutheran School of Theology em Chicago, nos Estados Unidos. Autor de várias obras, organizou e coescreveu pela Mundo Cristão os livros Formação espiritual e Espiritualidade no chão da vida. É casado com Silêda, com quem tem quatro filhos e sete netos. Juntos se dedicam ao ministério da nutrição espiritual e vocação missional.
Trecho. © Reimpressão autorizada. Todos os direitos reservados
Em seu livro La teología como juego, Rubem Alves diz não saber o que ele fez com ?os uniformes que, em outros tempos, deram dignidade ao teólogo profissional?. Uniformes compostos dos brancos colarinhos clericais, das coloridas capas doutorais, da linguagem erudita a se constituir em ?símbolos diante dos quais os alunos se calavam respeitosamente e os leigos esboçavam, sem entender, os sorrisos da reverência?. E continua dizendo: ?não me recordo onde os deixei. Caminhamos por lugares onde eles não serviam para nada. [?] De fato, nos lugares por onde passa o teólogo, em busca de si mesmo, não havia nada que fazer com tais coisas?.
Já vesti vários desses uniformes, ainda que o colarinho clerical nunca tenha feito parte da minha indumentária identitária e a exuberante capa doutoral foi alugada uma única vez, para a formatura. Mas preciso dizer mais, pois a retórica do ?descarte? do vestuário teológico pode se constituir num mero gesto performático a encobrir o esforço para ser considerado ?um teólogo de respeito?. Olho para dentro de mim mesmo e reconheço que já procurei falar difícil para impressionar os que me escutavam. Busquei me posicionar no círculo de eruditos e citá-los em meus rabiscos em busca de aprovação. Busquei títulos e, ainda que os ironize, eu os queria na contínua busca por relevância, reconhecimento e inclusão. Fui e sou um desses teólogos que luta com sua própria incoerência e ambiguidade e que, à medida que o tempo avança, está menos pronto consigo mesmo, na escuta das palavras de C. S. Lewis quando diz que ?a narina do verdadeiro cristão tem de estar continuamente atenta ao esgoto interior?. Mas também me percebo sendo surpreendido pela desafiadora riqueza e complexidade da vida e pela graça de Deus, cuja presença e alento me inspiram a buscar contínuos caminhos de convivência, serviço e descanso. E foi assim, no caminho da surpresa, que me vi sendo envolvido pela descoberta da criança na presença de Jesus e de Jesus na presença da criança, para logo precisar dizer a mim mesmo que o paladar do Reino de Deus passa por essas presenças. E quanto a mim, eu carecia ser levado para dentro desse inesperado mistério, se quisesse ter alguma intimidade com esse paladar. Um paladar que desperta quando cinco pães e dois peixes passam das mãos do menino para as mãos de Jesus e muitos são alimentados. Um mistério que é descortinado no encontro entre o menino e Jesus e encontra colorido nas palavras de graça que brotam da boca de Jesus antes que os peixes e os pães sejam mastigados pela multidão faminta, como veremos mais adiante. E assim, aos poucos e de forma inesperada, foi sendo desenhado o meu encontro com o que se tem chamado de teologia da criança, na descoberta de que, como diz Niebuhr, ?toda criança é um teólogo nato?. Algumas coisas aconteceram comigo e me levaram a esse encontro. Um encontro que me chama para uma contínua conversão para Deus, para o outro e para a minha própria alma. Então eu tirei as sandálias.